Um blog sobre o filme SANGUE DO MEU SANGUE, de João Canijo. Consulte-o regularmente para saber novidades sobre a estreia do filme.
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010

João Canijo continua a exposição do submundo português

Foto Nuno Ferreira
Kathleen Gomes (texto) e Nuno Ferreira Santos (fotos), 18 de Junho, Ípsilon, Público

 

Blanco disse-lhe que "achava porreiro" não continuar a fazer filmes dele "em que tudo acabasse mal"; não sabemos se o realizador lhe fez a vontade, não há redenção para o país que ele tem vindo a filmar, inestético, sórdido, sufocante - João Canijo está a rodar o seu novo filme, "Sangue do Meu Sangue", no subúrbio; "o subúrbio é o país"

 

Vai-se à procura do que a imprensa publicou no último ano sobre o Bairro Padre Cruz, na periferia de Lisboa, e dá-se com isto:

"Abuso de colega no WC da escola"

"Discussão entre amigos acaba em facada mortal"

"Assassina amigo por vingança"

"Presos por tráfico e posse ilegal de armas"

"Gang parte cabeça de taxista a soco"

 

 

Essa geografia suburbana que aparece nos tablóides pelas piores razões e que o país se habituou a ver como ameaçadora e impenetrável é o coração do filme que João Canijo está a rodar há mais de duas semanas.

Visto da estrada que leva a Telheiras, o Bairro Padre Cruz é um quadriculado de casinhas brancas entre árvores - um declive ao sol, como um cemitério. Visto de perto, há assadores à porta de casa, cães nervosos, gente de pijama na rua, vento nas árvores. Iniciado em 1960, no regime salazarista, é a prova de que a província não acaba onde a cidade começa. Uma aldeia portuguesa, com certeza.

"O bairro foi feito para os cantoneiros da Câmara. E os cantoneiros vinham da província", explica João Canijo. "Até final dos anos 70 era uma aldeia às portas de Lisboa: recriaram o ambiente de província, faziam a vida que faziam na aldeia, cada um tinha o seu quintalinho."

 

 

Se estamos aqui é porque ele, Canijo, resto de cigarrilha na boca, prossegue a sua investigação singular: desde 2001, com "Ganhar a Vida", tem vindo a fazer o retrato do país que preferimos não ver, inestético, sórdido, sufocante. A exposição do submundo português: depois da emigração ("Ganhar a Vida"), da vida de alterne ("Noite Escura"), do Portugal rural ("Mal Nascida"), e de um documentário ainda em sala que mostra o país salazarista como um espelho do presente ("Fantasia Lusitana"), o realizador veio para o subúrbio, filmar "Sangue do Meu Sangue". "O subúrbio é o país", diz. Uma violência, sim, mas não como imaginamos: existências emparedadas em prédios de 15 andares, zero de vida comunitária, um crime urbanístico, antes de mais, acusa. "O subúrbio é muito pior do que aquilo que se pensa. Aqui [no Bairro Padre Cruz], as pessoas ainda têm alguma individualidade, algum espaço. No subúrbio verdadeiro não há nada. O que vale é que não têm tempo para ter essa consciência, senão matavam-se todos."

 

Amor em condições extremas

 

A escolha do meio onde ambienta os seus filmes é menos programada do que pode parecer. Trabalha como um filósofo. Ou seja, parte de perguntas. No princípio de "Noite Escura", por exemplo, havia a equação: onde é que a tragédia pode ser mais indiferente? Resposta: no mundo de representação permanente que é uma casa de alterne.

 

A cadeia de produção de um filme, no caso dele é: primeiro, pensa nos actores com os quais quer trabalhar, depois na pergunta que é um princípio de narrativa, e é a resposta que decide o contexto. A pergunta que está na base de "Sangue do Meu Sangue" (e que, de novo, parece o tubo de ensaio para testar os limites do humano) é: onde é que o amor consegue sobreviver em condições extremas?

 

Oiçam-no: "'Mal Nascida' era sobre a falta de amor, ou a incapacidade de amar, e este filme sempre foi sobre o amor incondicional. Portanto: sentimentos fortes. Pareceu-me uma evidência que num meio social onde a luta pela sobrevivência ocupa o tempo todo, não há reflexão consciente sobre os sentimentos, não há uma elaboração intelectual. Donde, os sentimentos saem de uma maneira mais visceral. Daí a escolha da classe social, de um bairro suburbano."

 

O risco é palpável: escorregar no superficial, cair na caricatura. E o caminho costuma estar cheio de armadilhas, que o país televisivo cristalizou no imaginário colectivo como sinais exteriores da cultura popular: o folclore, o "kitsch", a fealdade. Canijo não se acerca desse universo para o glamorizar ou sanear e tem sabido transcender o imediatismo do pressuposto de base, dando-lhe profundidade.

 

Reparem como fala de "Sangue do Meu Sangue" no pretérito perfeito: "este filme sempre foi..." É que antes de começar a filmar, há um trabalho de casa exaustivo ("obsessivo" é a palavra que as pessoas à sua volta mais repetem quando falam do realizador), uma pesquisa tremenda, uma disponibilidade para mergulhar no meio que pretende filmar e deixarse impregnar pela realidade. "O João Canijo andou aqui no Bairro Padre Cruz a entrevistar pessoas e a filmálas, e deu um DVD a todos os actores para estudarem", diz Anabela Moreira, que começou a trabalhar com o realizador em "Noite Escura" (pequeno papel, como prostituta), protagonizou "Mal Nascida" e reincide em "Sangue do Meu Sangue".

 

Antes de serem ficções, portanto, os filmes de Canijo são documentais - "décors", argumento, interpretação, tudo parece tocado pelo contágio do real. "O que ele quer é isto, a realidade", diz José Pedro Penha Lopes, director de arte, fechando o seu MacBook, depois de mostrar fotografias de interiores de casas do Bairro Padre Cruz que serviram de referência para o "décor". Mobília barata, flores de plástico, quadros de feiras, bibelôs chineses, naperons, candeeiro de latão, molduras de fotografias, chão de mosaico, TV grande de ecrã plano, uma exuberância pobre. Tudo isto está na sala de estar da casa Fialho, a família central de "Sangue do Meu Sangue", e até o director de arte mostrar as imagens do espaço original (uma casa desocupada, com dois pisos, no extremo da Rua do Rio Sabor), nada fazia suspeitar que se tratava de um "plateau" montado para o filme. Parece autêntico. "Tudo o que lá está foi posto. Se a casa parece genuína, é um elogio", diz José Pedro Penha Lopes.

 

O "décor" é apertado. Nenhuma assoalhada na Casa Fialho tem mais de dois metros quadrados. A câmara vem para a sala de estar, que foi previamente esvaziada, e ocupa-a quase inteiramente. O espaço é tão limitado que, sempre que alguém se movimenta, os outros são forçados a moveremse também, como uma reacção em cadeia. Pior quando se é fotógrafo: é preciso ganhar proximidade, tornarse pequeno, trepar paredes.

 

Canijo e os actores estão ao lado, na cozinha, onde a acção tem lugar. Ensaios, perguntas, afinações. Canijo permanecerá sempre junto aos actores, mesmo quando a câmara já estiver a rodar, e não frente ao monitor de vídeo, que está na sala. "Ali não os consigo ver", justifica. Sobre a porta que liga a sala à cozinha, há uma reprodução da Última Ceia. Em baixo, a câmara filma uma família à mesa. Nota de intenções do filme: "Esta é a história de uma família que vive num bairro camarário nos arredores de Lisboa. E de como, no espaço de uma semana, a pacatez das suas vidas vai ser abalada para sempre."

 

Como noutros filmes de Canijo ("Filha da Mãe", "Noite Escura", "Mal Nascida"), o incesto faz parte da linha narrativa de "Sangue do Meu Sangue". Talvez seja do convívio com as tragédias gregas (as últimas três ficções do realizador foram todas versões de tragédias, incluindo "Electra") ou talvez seja porque o seu cinema é um laboratório para o monstruo samente humano. Na génese, houve a pergunta: "O que é que representaria mais o amor incondicional entre uma mãe e uma filha? A mãe esconde à filha que esta está a ter uma relação de incesto com o pai. Porque é que ela não conta logo à filha, quando descobre?" A resposta, diz Canijo, só podia ter vindo de uma mulher. "Porque, se a filha não souber, não aconteceu para a filha. Isto é a descoberta da Rita [Blanco]. Nunca um homem chegaria lá. Eu estive uma semana a pensar: porque é que uma mãe não diz à filha?"

 

Cassavetes, Mike Leigh...

 

Em 2006, João Canijo e Rita Blanco fizeram juntos um espectáculo, "Improviso Encenado", apresentado no CCB, durante o Festival Temps d''Images. Definiu-se que Blanco e Vera Barreto, aluna do Conservatório, fariam de mãe e filha, e o fio dramatúrgico foi aparecendo através de um processo de improvisos e ensaios, em que as duas actrizes iam reagindo uma à outra enquanto personagens. De certa forma, Canijo quis prolongar essa experiência em "Sangue do Meu Sangue". Depois de "Improviso Encenado", explica Rita Blanco, "o João disse: ''E agora, o que vamos fazer? E eu disse que achava porreiro não continuar a fazer filmes do João em que tudo acabasse mal. O João disse: ''Quero falar sobre o amor incondicional.''" A "ideia da abnegação", em que "preferimos morrer para que o outro possa sobreviver", agradou à actriz.

 

A ideia era ter Rita Blanco e Vera Barreto, de novo, como mãe e filha. Mas Barreto foi substituída por Cleia Almeida (a filha mais nova de "Noite Escura"). "O filme foi escrito com os actores durante dois anos de ensaios", diz Canijo. "As personagens são construídas por eles." O método foi o mesmo de "Improviso Encenado": reacção, improviso. E assim foi nascendo um argumento. "Isto é mais Cassavetes", diz. Nós pensamos em Mike Leigh (até porque "Sangue do Meu Sangue" soa como o "kitchen sink drama" de Canijo), que também faz ensaios "teatrais" com os seus actores antes de começar a rodar. "Quando disse Cassavetes, também podia dizer Mike Leigh", corrobora Canijo.

 

Que se saiba, não há outro realizador português a trabalhar assim. Canijo diz que neste filme (produzido pela Midas) consegue levar mais longe o que sempre quis fazer, mas nunca conseguiu "dada a falta de interesse e de perspectiva estratégica do anterior produtor", Paulo Branco, com o qual rompeu depois de "Mal Nascida". "Suspeito que todas as pessoas minimamente inteligentes gostariam de trabalhar assim", diz, mas os produtores "pensam que é mais caro". Dois anos a fazer ensaios significa pagar a actores durante dois anos. A vantagem é que quando se "faz a cena", já não precisa de dirigir. "Aliás, dirigir não tem interesse. Não faz sentido impor uma interpretação a um intérprete." É um processo generoso para os actores. "É muito bom trabalhar assim porque temos mais tempo para perceber e mais espaço para intervir", diz Rita Blanco. "Ele põe os actores nisso. E isso passa a ser um problema também teu. Fazer uma personagem só para fazer um papel não me interessa." E, a seguir: "Ele já dirigiu mais os actores, já largou isso.

 

É um sinal de evolução. Um bom director é um director que dá material aos actores para eles trabalharem e que sabe onde quer chegar." Isso é algo que os actores repetem: "O João Canijo sabe perfeitamente o que quer" (Marcello Urgeghe). "Ele agarra em certas coisas que tu dizes e quando lhe interessa acaba por te levar, sem perceberes, para uma determinada construção", explica Anabela Moreira. "E muitas vezes não te impõe, mas pergunta: ''Porque é que estás a dizer isto?'' Ou: ''Porque é que não fazes isto assim e assim?'' Ele quer que descubras dentro de ti o porquê para ser como ele quer e, de repente, olhas para o guião e dizes: ''Meu deus, eu criei esta monstruosidade que está aqui?'' Mas foi ele que te levou para ali sem te aperceberes 100 por cento. E quando te apercebes, ele tem toda a razão. Ele está de fora, a ver com mais objectividade do que nós, que estamos envolvidos."

 

Rita Blanco: "Ele entende os actores como ninguém". Anabela Moreira: "Somos co-autores. Foi um grande elogio ele dizer: acredito em ti para criar o meu argumento". Marcello Urgeghe: "Ele não tem medo de passar horas a pensar. Eu também não - aqui encontramo-nos. Representar é perguntar: ''Como é que se faz?'' É uma equação, é matemática pura." No processo de ensaios desenhouse, inclusivamente, a biografia das personagens, a história passada, informação que não tem de estar no filme, mas que é matéria-prima para os actores - "para, no momento, usares tudo o que sabes, se quiseres", diz Urgeghe. "É tudo matéria para se perceber porque é que se faz assim e não se faz assado."

 

Rita sob influência Tal como nos anteriores filmes, Canijo pediu aos actores para fazerem um "estágio" de realidade: em "Sangue do Meu Sangue", Rita Blanco interpreta a mãe da família, Márcia, que é cozinheira num restaurante, por isso a actriz trabalhou na cozinha de três restaurantes; Cleia Almeida, que interpreta a filha, trabalhou como caixa de supermercado, porque é o emprego "part-time" da sua personagem; Anabela Moreira esteve num salão de cabeleireiro no Centro Comercial Babilónia, na Amadora; Marcello Urgeghe conheceu médicos oncologistas por causa do filme.

 

Rita Blanco lembra que quando começou a trabalhar em "Ganhar a Vida" - "tour de force" para uma actriz que estávamos habituados a ver como uma espécie de bobo acutilante e que aqui revelou a sua gravidade dramática - vinha de um processo intenso de filmagens da série da RTP, "Conta-me Como Foi". "Tinha acabado de dar de mamar durante nove meses, todos os dias, de três em três horas, durante as filmagens. Disseram- me: ''Tens de parar, senão morres.'' Quando acabei fui para França fazer ''Ganhar a Vida" e no primeiro dia o João Canijo quis que eu fizesse um curso de máquinas de limpeza. Mas isso era porque ele queria que eu estivesse com má cara. Os realizadores vendem a mãe por um bom plano..." Repete a última frase alto, à procura de Canijo. "Ouviste? É assim que termina a minha entrevista." Entre ela, actriz, e ele, realizador, há uma cumplicidade única. Desde que ele a descobriu, num "casting" para um filme francês "financiado pela máfia siciliana", onde trabalhava como assistente de realização ("Le cercle des passions", de Claude D''Anna, 1983), nunca mais deixaram de se reencontrar no cinema. Canijo diz que os seus filmes "são escritos para ela". "Há um entendimento mútuo, é como se tivéssemos feito os degraus juntos", explica Rita Blanco.

 

"Houve uma fase em que não pudemos trabalhar juntos: ele já tinha criado uma imagem cristalizada do que queria de mim. Foi preciso deitar fora algumas dependências que não eram felizes para o trabalho." Será essa relação cúmplice e antiga que lhe dá corda para ela dominar o "plateau". Como uma criança hiperactiva, Rita Blanco provoca os outros, espicaça o realizador, finta a espera e o aborrecimento que existe numa rodagem com a sua galhofice irrequieta.

 

Cena 34, take 2.
Rita Blanco - Por mim, esta está feita.
João Canijo - Não.
Rita Blanco - É esta que eu quero.
João Canijo - Ah, mas é que isto vai-se descobrindo...
Rita Blanco - I shall only do this again once.
João Canijo - All the times necessary.

 

Três dias depois, a equipa está a filmar na Aroeira, margem sul, noite dentro. Casa de arquitecto, mobiliário de autor, livros de arte, lareira, exterior em vidro, espaços generosos. O contraste com o "décor" do Bairro Padre Cruz não podia ser maior. No filme, esta é casa do casal Vieira (Marcello Urgeghe e Beatriz Batarda). Ele é médico e pai da filha de Márcia (Rita Blanco). Márcia aparece uma noite para o confrontar e fazer um ultimato.
Os actores ensaiam.
Rita Blanco - Eu por mim não dizia a primeira frase.
João Canijo - Ó Rita, ''tá sossegada.
Posso ver?
Rita Blanco - Só podes ver depois de eu experimentar?
João Canijo [para fora] - Dá aí o livro!

 

"O livro" é um volume de 313 páginas A4, com os diálogos batidos no computador, mas também o "croquis" de cada cena, com indicações dos movimentos dos actores e o tipo de plano e, neste caso, reproduções de imagens de "Uma Mulher Sob Influência" (1974), de John Cassavetes. Na capa, o título que se lê é "Sangue do Meu Sangue, Sangue da Minha Alma".

 

Canijo explica que o projecto inicial era um díptico: dois filmes ligados, cada um centrado em diferentes elementos da família do subúrbio - um na relação mãe e filha, outro na relação tia e sobrinho (Anabela Moreira e Rafael Marques). No final, uma montagem dos dois filmes resultaria numa série de televisão de quatro episódios. A proposta foi apresentada à RTP, que nunca respondeu, e ao FICA (Fundo de Investimento do Cinema e Audiovisual), que está deficitário, devido a problemas de gestão. Por falta de investimento, o realizador abandonou a ideia.

 

Cena 34, "take" 7. Rita Blanco (Márcia) sobe as escadas da casa de arquitecto com as suas sandálias de plástico barato. Afogueada, dirige-se a Beatriz Batarda (Maria da Luz).
Márcia - Peço desculpa por vir a esta hora, mas é uma urgência. Isto é um caso de vida ou de morte. Preciso de falar com o doutor Vieira. Diga-lhe que é a Márcia do Bairro Padre Cruz.
Maria da Luz - Bairro quê, desculpe?
Márcia - Padre Cruz.

publicado por Midas Filmes às 11:52

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